Poeira lunar pode causar alergia e câncer em humanos

Ir até a Lua nunca foi uma tarefa fácil, imagine estabelecer uma colônia lá. Em contato com a poeira lunar do satélite pode desencadear reações alérgicas e aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão em humanos.

Harrison ‘Jack’ Schmitt, 83 anos, treinou como geólogo antes de encontrar nosso satélite com a Apollo 17 e passou horas coletando e estudando as partículas finas da superfície

Rinite lunar

O astronauta Harrison Schmitt sentiu os efeitos na própria pele (ou nariz), membro da tripulação da missão Apollo 17 que desembarcou em solo lunar em 1972. O contato de Schmitt com a poeira lunar foi da seguinte forma: o astronauta foi o único geólogo a caminhar sobre a Lua e, o mesmo foi o responsável por conduzir experimentos, fazer observações e coletar um grande número de amostras de solo e rochas durante as cerca de 20 horas que passou por lá, ou seja não foi acidentalmente.

Com 83 anos de idade, Schmitt se recorda perfeitamente da reação alérgica que sofreu depois de retornar à nave e ter contato com o material impregnado na sua roupa espacial. A poeira lunar tem partículas, que por conta da estática, ficam “coladas” ao uniforme dos astronautas e assim são transportadas acidentalmente para o interior dos módulos. Outro fator relevante é que como na Lua não tem atmosfera, vento, chuva ou outros eventos meteorológicos. Então, os grãos de poeira torna-se um material extremamente corrosivo já que não sofrem desgaste com o tempo.

Schmitt ainda relatou que as partículas funcionam como poderosas lixas, que consequentemente gastaram três camadas de Kevlar de suas botas. Segundo ele quando inalou a poeira, sentiu um desconforto nas mucosas, o nariz começou a inchar, os olhos lacrimejarem e a garganta ficou com o aspecto de como estivesse arranhada, comparou como um violento ataque de rinite. Os outros membros da NASA que entraram em contato direto com as roupas dos astronautas trazidos da Lua mostra que sofreram reações ainda mais fortes.

A questão da poeira pode ser ainda pior, em Marte. A mesma é corrosiva como a da Lua, podendo ser tóxica devido o alto teor de óxido de ferro no Planeta Vermelho. Ainda de acordo com Schmitt, é de fundamental importância que sejam desenvolvidas maneiras de repelir partículas de pó, lunares ou marcianas, e protejam os humanos de seus efeitos, essa tarefa vai fica carregada pelas futuras missões espaciais.

Fonte(s) Daily Mail / Joe Pinkstone

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